“Sentada aqui no meu quarto, me pergunto por que ainda não consegui esquecer você, por que em tudo que faço continuo olhando para os lados te procurando e esperando a sua aprovação. Ás vezes, me pego imaginando como éramos felizes e deixamos aquele sentimento tão lindo escorregar das nossas mãos e levar junto o nosso amor. Não sei dizer quando não quis que você estivesse junto de mim por um simples motivo: eu nunca quis que você fosse. Mais isso aconteceu, infelizmente tomamos rumos diferentes, eu me afastei e você também, nenhum de nós foi corajoso o suficiente pra conversar, pra acertar as coisas. Nós nos afastamos e hoje ficamos apenas com as lembranças boas, os beijos, os abraços, todos os sorrisos, todas as alegrias, tudo de bom que nos permitimos. Olho ao redor e vejo apenas dois estranhos que trocam comprimentos todos os dias, a confiança se foi, mais o olhar que tínhamos eu ainda percebo no em seus olhos, quando ninguém ver eu vejo suas duvidas, sei o seu comportamento e você sabe disso, mais continuamos de boca calada, esperando que alguém toque no assunto e resolva isso, mais é claro que ninguém vai fazer isso, por que pensam que não existe mais ‘nós’ que já superamos e isso sim é um engano. Então como sempre foi e talvez sempre será continuaremos dois covardes que deixam o amor passar por simplesmente termos medo, e é isso que sempre vai acontecer, todos os dias só restarão os olhares, aqueles que eu decifrarei e não direi a ninguém, aqueles que você decifrará e talvez por ser mais orgulhoso que eu negará até pra si. Mais no fundo continuaremos amando um ao outro, em segredo, como covardes. E quando você precisar de mim, eu estarei aqui mesmo, no meu quarto, onde tudo isso passa pela minha cabeça, com a mão estendida, então nós nos amaremos mais uma vez e você sumirá de novo, por que a coragem sumirá ao atravessar a porta, como sempre acontece.”